8 Benefícios do CBD (Canabidiol)

Benefícios do CBD (Canabidiol)

IMPORTANTE: Todos os produtos a venda no CBDbom.pt são suplementos alimentares e não destinados a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Este artigo é para fins educacionais com base em pesquisa científica, por favor consulte sempre o seu médico antes de consumir novos suplementos naturais ou de outra forma.

O CBD, ou Canabidiol, é um dos mais de 100 compostos químicos conhecidos como canabinóides que encontramos na planta de canábis. Ao contrário do tetrahidrocanabinol (THC), o principal canabinóide psicoativo encontrado que causa a sensação de ficar “pedrado”, o CBD não altera o teu estado de consciência.

Esta característica torna-o numa das opções mais atraentes para o alívio da dor e de outros sintomas, sem que se façam sentir os efeitos psicoativos geralmente associados ao consumo da marijuana ou de certos medicamentos farmacêuticos.

Este composto natural está a ganhar cada vez mais força no mundo da saúde e do bem-estar, com uma quantidade considerável de estudos científicos que confirmam as suas propriedades calmantes e atenuantes de doenças como dor crónica e ansiedade.

Neste artigo, vamos apresentar-te alguns dos potenciais benefícios do CBD (canabidiol) para a saúde, apoiando-nos nessas mesmas demonstrações científicas.

1. Pode aliviar a dor

A primeira vez que a canábis foi introduzida na Europa foi em 1799, pelas mãos de Napoleão Bonaparte. Vinda do Egito, a planta suscitou de imediato o interesse da comunidade científica por apresentar resultados no alívio da dor e efeitos sedativos.

Apesar do primeiro estudo científico apenas ter sido publicado em 1839, pelo médico irlandês William O’Shaughnessy, estima-se que a utilização medicinal desta planta remonta a 2900 a.C.. Mais recentemente, os cientistas descobriram que certos componentes da planta, incluindo o CBD, são responsáveis ​​pelos seus efeitos analgésicos.

Tudo isto é possível devido ao nosso sistema endocanabinóide (ECS), que está envolvido na regulação de uma variedade de funções, incluindo sono, apetite, dor e resposta do sistema imunológico.

Estudos demonstraram que o CBD pode ajudar a reduzir a dor crónica ao impactar a atividade do receptor endocanabinóide, reduzindo a inflamação e interagindo com os neurotransmissores no nosso corpo.

Um estudo em ratos descobriu também que as injeções de CBD reduziram a resposta da dor à incisão cirúrgica, enquanto outro descobriu que o tratamento oral com CBD reduziu significativamente a dor e inflamação do nervo ciático.

2. Pode reduzir a ansiedade e a depressão em humanos e animais

A saúde mental é um dos temas que mais se tem vindo a desenvolver nos dias de hoje — em grande parte pelos efeitos que se fizeram sentir com a pandemia — e, por isso, é do conhecimento geral que transtornos mentais como a ansiedade e depressão são comuns e podem ter impactos devastadores no nosso bem-estar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é o maior contribuinte individual para problemas mentais em todo o mundo, enquanto os transtornos de ansiedade estão em sexto lugar. Geralmente, estas condições são tratadas com medicamentos antidepressivos que podem causar vários efeitos colaterais, incluindo sonolência, agitação, disfunção sexual… até mesmo dependência.

O CBD tem-se revelado bastante promissor enquanto tratamento para a depressão e ansiedade, levando muitas pessoas que convivem com estes distúrbios a interessarem-se por esta abordagem mais natural.

Num estudo brasileiro, por exemplo, 57 homens consumiram CBD por via oral ou através de placebo, 90 minutos antes de participarem numa simulação que os testava a falar em público. Os investigadores descobriram, assim, que uma dose de 300 mg de CBD foi a dose mais eficaz para reduzir significativamente a ansiedade durante a simulação — com 150mg, 600mg ou através de placebo, notaram-se poucos ou nenhuns efeito sobre a ansiedade

O CBD já foi usado para tratar de forma segura, insónias e ansiedade em crianças com perturbação de stress pós-traumático e mostrou também efeitos semelhantes aos dos antidepressivos em vários estudos com animais.

Estas características estão ligadas à capacidade do CBD de agir nos receptores cerebrais com a serotonina, um neurotransmissor que regula o humor e o comportamento social.

3. Pode aliviar os sintomas relacionados com o cancro

Com o aumento da esperança média de vida e com o impacto de doenças prolongadas e/ou incuráveis, a procura por terapias naturais que ajam no tratamento da sintomatologia destas doenças também aumenta.

O CBD pode ajudar a reduzir os sintomas relacionados com o cancro, bem como com os efeitos secundários relacionados ao tratamento do mesmo, como náuseas, vómitos e dor.

Um estudo analisou os efeitos do CBD e do THC em 177 pessoas com dores relacionadas ao cancro, que não tinham sentido alívio na dor ao recorrer a analgésicos.

Aqueles tratados com um extrato contendo tanto CBD como THC experienciaram uma redução significativa da dor em comparação com aqueles que receberam apenas extrato de THC. O CBD pode também ajudar a reduzir as náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia, que estão entre os efeitos secundários mais comuns desta terapia oncológica. 

Embora existam medicamentos que possam ajudar a melhorar estes sintomas, são por vezes ineficazes, levando algumas pessoas a procurarem alternativas como esta que falamos hoje.

Um estudo com 16 pessoas submetidas a quimioterapia descobriu que a combinação individual de CBD e THC administrada via spray bucal reduziu as náuseas e vómitos significativamente comparado com o tratamento padrão sozinho.

Alguns estudos em animais demonstraram também que o CBD pode ter propriedades anticancerígenas. Por exemplo, um estudo em tubo de ensaio descobriu que o CBD concentrado induziu a morte celular em células de cancro da mama humano. Outro estudo mostrou que o CBD inibiu a disseminação de células agressivas do cancro da mama em pequenos roedores.

No entanto, estes são estudos feitos em tubos de ensaio e em animais, o que apenas sugerem o seu sucesso em pessoas. São assim, necessários mais estudos em humanos antes que possam ser formadas conclusões definitivas.

4. Pode reduzir o acne

Se soubéssemos o que sabemos hoje sobre o CBD, a nossa adolescência poderia ter sido bastante mais agradável, já que o acne é uma doença de pele comum que afeta mais de 9% da população mundial.

Acredita-se que seja causada por vários fatores, incluindo genética, bactérias, inflamação subjacente e superprodução de sebo, uma secreção oleosa produzida pelas glândulas sebáceas na pele.

Com base em estudos científicos recentes, o CBD pode ajudar a tratar a acne devido às suas propriedades anti-inflamatórias e à sua capacidade de reduzir a produção de sebo.

Um estudo realizado em tubo de ensaio descobriu que o CBD conseguiu evitar que células das glândulas sebáceas secretassem sebo excessivo, exercendo ações anti-inflamatórias e prevenindo a ativação de agentes “pró-acne” como citocinas inflamatórias.

Outro estudo teve resultados semelhantes, concluindo que o CBD pode ser uma forma eficiente e segura de tratar o acne, graças em parte às suas notáveis ​​qualidades anti-inflamatórias. Embora estes resultados sejam promissores, são necessários mais estudos em humanos que explorem os efeitos do CBD no tratamento do acne.

5. Pode ter propriedades neuroprotetoras

Os investigadores acreditam que a capacidade do CBD de agir sobre o sistema endocanabinóide e outros sistemas de sinalização cerebral pode fornecer benefícios para aqueles com distúrbios neurológicos.

Na verdade, um dos usos mais estudados do CBD é no tratamento de distúrbios neurológicos como epilepsia e esclerose múltipla. Embora as pesquisas nesta área ainda sejam relativamente novas, vários estudos têm mostrado resultados promissores.

Sativex, um spray oral que consiste numa mistura de CBD e THC, provou ser uma forma segura e eficaz de reduzir a espasticidade muscular em pessoas com esclerose múltipla.

Um estudo feito a 276 pessoas com esta condição, e que apresentavam espasticidade muscular resistente a medicamentos, descobriu que o Sativex reduziu em 75% os seus espasmos. Outro estudo deu a 214 pessoas com epilepsia grave 0,9–2,3 gramas de CBD (2–5 g / kg de peso corporal). Os pacientes viram as suas convulsões a serem reduzidas em cerca de 36,5%.

Um outro estudo descobriu ainda que o CBD reduziu significativamente a atividade convulsiva em crianças com síndrome de Dravet, um transtorno de epilepsia infantil complexo, em comparação com um placebo.

O CBD também foi estudado pela sua potencial eficácia no tratamento de várias outras doenças neurológicas. Por exemplo, vários estudos mostraram que o tratamento com CBD melhorou a qualidade de vida e a qualidade do sono para pessoas com doença de Parkinson.

Além disso, estudos em animais e em tubos de ensaio demonstraram que o CBD pode diminuir a inflamação e ajudar a prevenir a neurodegeneração associada à doença de Alzheimer. Num estudo de longa duração, foi dado CBD a pequenos roedores geneticamente predispostos ao Alzheimer, descobrindo que ajudava a prevenir o seu declínio cognitivo.

6. Pode beneficiar a saúde do coração

Pesquisas recentes relacionam o CBD a vários benefícios para o coração e para o sistema circulatório, incluindo a capacidade de reduzir a hipertensão arterial. A hipertensão arterial está associada a maiores riscos de uma série de condições de saúde, incluindo acidentes vasculares cerebrais (AVC), ataques cardíacos e síndrome metabólica.

Um estudo recente tratou nove homens saudáveis ​​com uma dose de 600 mg de CBD e descobriu que reduzia a pressão arterial em repouso, em comparação com um placebo.

O mesmo estudo fez também aos mesmos homens testes de esforço que aumentam normalmente a pressão arterial. Curiosamente, aquela única dose de CBD fez com que os homens experienciassem um aumento menor da pressão arterial comparando com a resposta normal a esses mesmos testes.

Os investigadores sugeriram que as propriedades de redução do stress e da ansiedade do CBD são responsáveis ​​pela sua capacidade de ajudar a reduzir a pressão arterial.

Além disso, vários estudos em animais demonstraram que o CBD pode ajudar a reduzir a inflamação e a morte celular associada a doenças cardíacas devido às suas poderosas propriedades antioxidantes e de redução de stress.

Por exemplo, um estudo descobriu que o tratamento com CBD reduziu o stress oxidativo e evitou danos ao coração em pequenos roedores diabéticos com doenças cardíacas.

7. Pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com fibromialgia

Fibromialgia é uma doença que apresenta dores difusas em músculos, tendões e ligamentos. Sendo ainda um dos grandes mistérios da medicina, acredita-se estar relacionada com a forma como o cérebro dos pacientes percepciona a dor, amplificando-a. 

A dor musculoesquelética, em conjunto com outros sintomas associados como fadiga, sonolência e perda de memória, podem ser de tal forma intensos que tiram qualidade de vida a quem sofre desta doença.

Atualmente ainda não existe cura para a fibromialgia, pelo que apenas existem tratamentos que visam diminuir o desconforto da mesma.

Estudos feitos com CBD em pacientes com a doença em questão demonstraram uma redução significativa na dor e rigidez experienciada, aumentam a descontração dos músculos e melhorando consecutivamente a qualidade de vida dos pacientes.

8. Outros potenciais benefícios 

Além do que descrevemos acima, o CBD foi estudado pelo seu papel no tratamento de uma série de problemas de saúde. Embora mais estudos sejam necessários, acredita-se que o CBD permita fornecer os seguintes benefícios à saúde:

Efeitos antipsicóticos: Estudos sugerem que o CBD pode ajudar pessoas com esquizofrenia e outros transtornos mentais, reduzindo os sintomas psicóticos.

Tratamento do abuso de substâncias: Foi demonstrado que o CBD modifica os circuitos cerebrais relacionados com o vício de drogas. Em ratos, o CBD demonstrou reduzir a dependência da morfina e a “ressaca” de heroína.

Efeitos antitumorais: Em tubos de ensaio e estudos com animais, o CBD demonstrou ter efeitos antitumorais. Em animais, demonstrou prevenir a propagação de cancro de mama, próstata, cérebro, cólon e pulmão.

Prevenção de diabetes: Em pequenos roedores diabéticos, o tratamento com CBD reduziu a incidência de diabetes em 56% e reduziu significativamente a inflamação.

Há algum efeito secundário?

Embora o CBD seja geralmente bem tolerado e considerado seguro, pode causar algumas reações adversas em certas pessoas.

Os efeitos secundários observados nos estudos incluem:

  • Diarreia
  • Mudanças no apetite e peso
  • Fadiga

O CBD também é conhecido por interagir com vários medicamentos. Antes de começares a usar um produto de CBD, entra em contacto com o teu médico para garantir a tua segurança e evitar interações potencialmente prejudiciais.

Isto é especialmente importante se tomares medicamentos ou suplementos que vêm com um “aviso de toranja”. Tanto a toranja quanto o CBD interferem nos citocromos P450 (CYPs), um grupo de enzimas importantes para o metabolismo das drogas.

Um estudo realizado em ratos mostrou que os extratos de canábis ricos em CBD têm o potencial de causar toxicidade hepática. No entanto, alguns dos ratos no estudo foram alimentados à força com doses extremamente grandes do extrato.

Resumindo

O CBD foi estudado pelo seu potencial papel no alívio de sintomas de muitos problemas de saúde comuns, incluindo ansiedade, depressão, acne e doenças cardíacas.

A pesquisa sobre os potenciais benefícios do CBD (canabidiol) para a saúde está em curso, sendo que novos usos terapêuticos para este remédio natural serão certamente descobertos e desenvolvidos no decorrer dos próximos anos. Para quem tem cancro, pode até ser uma alternativa natural para o alívio da dor e dos sintomas. 

Embora haja muito a ser aprendido sobre a eficácia e segurança do CBD, os resultados de estudos recentes sugerem que o CBD pode fornecer um tratamento natural seguro e poderoso para bastantes problemas de saúde, sobretudo quando comparado com os farmacêuticos geralmente receitados para essas mesmas condições.

Disclaimer: O CBD é legal? Produtos de CBD derivados do cânhamo (com menos de 0,2% de THC) são legais a nível europeu e nacional, enquanto que produtos de CBD derivados da marijuana são despenalizados pela lei portuguesa. Verifica sempre as leis do país em que te encontras ou te deslocas. Lembra-te de que os produtos de CBD sem prescrição não são aprovados pelo Sistema Nacional de Saúde e podem estar indevidamente rotulados.

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